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Serra do Amolar: um dos tesouros mais bem guardados do Pantanal

ago, 19

A Serra do Amolar está localizada na borda oeste do Pantanal, próxima à fronteira com a Bolívia, entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS). Esse é um dos cenários pantaneiros mais incríveis e diferenciados, e vou te contar o porquê! 

Na contramão das paisagens de planície que compõem o Pantanal, a Serra do Amolar é uma cadeia montanhosa, com o ponto mais alto a mais ou menos 350 metros do nível do mar. Esse é o único pedaço do Pantanal onde há montanhas!

Eliane Leite Serra do Amolar Pantanal 2

Como é uma região de difícil acesso (para chegar, somente por avião ou barco), a Serra do Amolar é um destino ainda pouco visitado, um tesouro muito bem guardado e até mesmo desconhecido para grande parte dos turistas brasileiros. 

Eu, Eliane Leite – Diretora da Adventure Club, tive o prazer de visitar a região e vim te contar um pouco mais sobre essa experiência!

Serra do Amolar – Um programa exclusivo passando por lugares remotos e longe da rota turística

A Serra do Amolar oferece uma experiência autêntica de Pantanal, pois une natureza intocada, vida selvagem, diversos atrativos e atividades, cultura local e projetos sociais. É uma região com rios de águas cristalinas e fauna riquíssima, também recheada de história e cultura muito preservada. 

Lá podemos fazer passeios de lancha e caiaque, passeios de bicicleta, caminhadas, ter contato com a comunidade local, ver inscrições rupestres e fazer safáris fotográficos para observar a flora e fauna da região — jacarés, ariranhas, capivaras, macacos, muiiitas aves (como o tuiuiú, símbolo do Pantanal) e quem tiver sorte: a onça-pintada!

Ah, a gastronomia típica garante energia suficiente para explorar tudo isso!

Bem, como falei, é um destino um pouquinho distante, mas nada que atrapalhe ou se coloque como um empecilho para a viagem. Muito pelo contrário! É justamente o fato de ser um lugar remoto, quase intocado, que torna a experiência ainda mais marcante.     

Nós partimos num sábado cedinho com destino a Campo Grande e já na chegada pegamos um transfer direto para Corumbá. São 422 km, aproximadamente 5 horas e meia, passando por uma estrada-parque linda, a Piraputanga.

Depois de uma paradinha para o almoço durante o trajeto, chegamos em Corumbá e já começamos com um tour cultural. Visitamos o Monumento Viola de Cocho, Prédio Vasquez & Filhos, datado de 1900, onde é a sede do Instituto Homem Pantaneiro e o Museu de História do Pantanal. Tivemos o prazer de conhecer uma figura que nos fez sentir vontade de voltar à escola nas aulas de história, o querido Sandro Asseff (@costaasseff)

O Instituto Homem Pantaneiro mobiliza brigadas de combate aos incêndios na região da Serra do Amolar desde fevereiro de 2020.

Após um dia de viagem e já com muita novidade, seguimos para o descanso. E, claro, mais uma surpresa: o Hotel Chalana Pantaneira, à borda do Rio Paraguai.

Na manhã seguinte, com as bagagens devidamente organizadas, bora rio acima! Partimos cedinho em um trajeto de lancha com destino à Serra do Amolar, na Pousada do Amolar. Nossa primeira parada foi na Fazenda Jatobazinho para conhecermos a escola Pantaneira Jatobazinho, um projeto lindo que hoje abraça 61 crianças ribeirinhas. 

Continuamos rio acima e já paramos para um banho nas águas cristalinas da Baía do Cervo, um braço do Paraguai Mirim, que também é abastecido pelas águas do Taquari, que é um rio que corta dois Pantanais (o da nhecolândia e o do Paraguai); praticamente na divisa. A cor da água é 100% cristalina devido aos sedimentos que são filtrados ao longo de todo o percurso da água.

Bom, nem preciso dizer que é maravilhoso, né?

E bora pra navegação! Mais duas horinhas e estávamos na Reserva Eliezer Batista, em Novos Dourados, para o almoço. Depois seguimos para a Reserva Acurizal, onde já chegamos fazendo uma linda trilha de pôr do sol, que também pode ser feita de caiaque.

Nos demais dias, quais são os passeios então que valem todo esse percurso? Temos trilhas, como a Trilha da Gaiva, de 12 km de terreno plano, nível leve, passando por áreas de campos e matas. Nessa região, além das aves e do emblemático macaco-prego, está presente outra espécie de macaco, a chamada zogue-zogue. E claro… no final da trilha, um banhinho de água natural porque ninguém é de ferro, né? Ah! Uma coisa muito legal é que o retorno você pode escolher se faz caminhando ou de bike… Eu ameiiiiii esse dia! Um prato cheio!

Estamos no Pantanal, então emoção é o que não falta! 

Nesse local, o guia nos explicou que havia chances de nos encontrarmos em uma situação que exigiria cuidado. Poderíamos estar caminhando e sem perceber estarmos entre os queixadas (grandes porcos-do-mato) “batedores”, que são os animais que se separam do restante do bando, e o próprio bando (as fêmeas, os machos) e os filhotes. Nessa situação, o bando e os filhotes iriam correr, e os batedores iriam nos atropelar! Ufaaa, ainda bem que foi tudo tranquilo!

Outro dia que eu amei demais foi o dia em que visitamos o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. Os passeios são feitos de forma fluvial, claro! Uma das paradas é para visitar o complexo arqueológico do Morro do Cará-Cará, onde há inscrições dos primeiros habitantes do Pantanal, fora as milhares de aves que se encontram ali. Por isso, o complexo também é conhecido como berço das aves.

No retorno, passamos na Barra do São Lourenço para um encontro com as artesãs ribeirinhas, que fazem um trançado da fibra de camalote. Um trabalho lindooooo!

Artesãs Ribeirinhas Barra do São Lourenço

Vista privilegiada de lá de cima do Pantanal

A chamada Trilha Morrinhos é a que oferece a vista privilegiada de lá de cima do Pantanal (de tirar o fôlego em todos os sentidos! Hahahaha). São 6 km, nível médio, em grande parte por áreas sombreadas dentro da mata até o mirante de 150 metros de altura. Quem curte caminhar vai amar essa! 

No último dia, como não temos tempo de sair do Amolar direto para Campo Grande, temos que parar na região próxima a Corumbá ou mesmo em alguma fazenda no Pantanal. Passamos uma noite na Fazenda São Francisco para estarmos mais próximos e ainda assim sentindo o clima de paz e natureza antes de voltarmos para o mundo real.

Serra do Amolar - Trilha Morrinhos

Viajar para a Serra do Amolar, no Pantanal, é garantir as experiências mais marcantes de contato com a natureza, com a vida selvagem e com a autêntica cultura local. 

Enfim, assim foi um pouco da minha viagem à Serra do Amolar, um destino ainda pouco visitado. Sempre busco conhecer e proporcionar experiências diferentes para quem, como eu, ama embarcar em novas aventuras e sentir uma verdadeira conexão com o destino! 

Você também quer viver essa imersão no Pantanal?

Temos duas saídas exclusivas programadas ainda para 2021 (setembro e outubro) para no máximo 12 pessoas. Confira detalhes do roteiro e ou entre em contato conosco para saber mais!



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