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Marrocos, é pra lá que eu vou

mar, 04

Pensando em ir para um destino exótico? Veja dicas de viagem e os lugares mais interessantes para conhecer no país africano

Quem conhece Marrocos garante: o lugar agrada a gregos e a troianos. Localizado no norte da África e dividido entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo, o país abriga montanhas, praias, deserto, cachoeiras e até mesmo neve, para quem gosta de esquiar.

O turismo no Marrocos ganhou notoriedade entre os brasileiros por conta de sua localização estratégica, segundo Natalia Viana, gerente de comunicação da agência turística ViaBr. Também por ser cenário da novela O Clone, de Gloria Perez, sucesso em 2001.

Vizinho da Península Ibérica, a 14 km do litoral sul da Espanha, o país pode servir como uma extensão de férias interessante para quem está em Portugal ou na terra de Dom Quixote. “Principalmente nos meses de inverno, quando se quer fugir do frio europeu, que impera em destinos mais ao norte”, observa Natalia.

Com colonização espanhola e francesa, a região exibe arquitetura rica em diversidade, com influência mourisca e do art déco. A religião é predominantemente islâmica.

A cozinha exótica também é um ponto alto da viagem, com pratos típicos como os tajines (cozidos feitos em panelas tradicionais de barro), o cuscuz e carnes de cordeiro ou frango temperadíssimas com especiarias, frutas cítricas e mel.

 

O que não pode faltar no roteiro

Marrocos tem seus roteiros obrigatórios, desde cidades mais icônicas, como a badalada Marrakesh, até as também famosas Fez, Casablanca e Tânger.

“São cidades que transbordam história e cultura. Mesmo as mais agitadas, como Marrakesh, ostentam mesquitas, edifícios históricos e museus. O colorido comércio marroquino é uma diversão à parte, sendo ao mesmo tempo caótico, interessante e fotogênico”, diz a gerente.

“Para quem vai pela primeira vez também indicamos Rabat, Meknès e Beni Mellal”, acrescenta Eliane Leite, diretora da agência de turismo Adventure Club.

Um pouco menos turística, mas pra lá de charmosa, é Chefchaouen. A jornalista Danielle Noronha conta que a cidade foi a favorita entre todas que visitou no país. “Ela está situada em um vale, aos pés de duas montanhas, e tem a vantagem de ser menos turística do que Fez ou Marrakesh. Também é mais econômica, inclusive para quem quer aproveitar o artesanato local, que é lindo”, conta ela.

Danielle diz que Fez e Marrakech também são destinos que valem a pena. “A Medina de Fez é algo que não dá para descrever: é uma mistura de cores, sons, cheiros, ruídos, motos, pessoas… Passado e presente juntos”, relata.

Como a Medina de Fez é um verdadeiro labirinto, Danielle diz ser aconselhável andar sempre com um mapa ou contratar um guia – e não aceitar informações de pessoas que não são credenciadas. “Dar informações não é permitido e elas – mesmo se só estiverem ajudando – poderão ter problemas”, alerta.

Em Marrakesh, não deixe de ir à praça Jemaa el Fna (foto acima), adorável mesmo com a grande quantidade de turistas no lugar. “Também foi muito interessante conhecer a medina, os museus, palácios e mesquitas da cidade e ver as diferenças entre a parte antiga e a parte moderna, que possui regiões com muitas mansões”, afirma a jornalista, que recomenda o jardim Majorelle para quem busca um pouco de tranquilidade.

Enquanto visita o país, prepare-se para ser abordada pelos comerciantes na rua ou na porta de restaurantes. Quanto mais turística a cidade, mais você será importunada. A barganha é uma prática muito comum na região. “Basta você olhar para algo, que eles já começam a negociar o valor”, adianta a jornalista.

 

Informações gerais

– De acordo com Eliane, não há voos direto do Brasil para Marrocos. É necessário fazer escalas – em Madri ou Lisboa, por exemplo.

– Brasileiros recebem autorização de entrada ao chegar no aeroporto ou na fronteira terrestre, mas é preciso possuir um passaporte com pelo menos seis meses de validade.

– A língua oficial do país é o árabe. Porém, também é possível se comunicar um pouco em francês ou espanhol, dependendo da região. A moeda local é o dirham.

– A melhor época para ir, de acordo com Natalia, é durante a primavera (entre março e junho) e o outono (entre setembro e novembro), pois as temperaturas são mais amenas e as chuvas, escassas.

– É indicada a vacinação contra febre amarela e também hepatite A, tétano e febre tifoide. Como as exigências burocráticas do Marrocos costumam mudar frequentemente, é importante consultar o consulado marroquino para se certificar que nada foi alterado.

Na mala, coloque roupas e sapatos confortáveis e leves, óculos de sol, lenços para cobrir o corpo e a cabeça ao entrar nas mesquitas e até para se proteger das brisas frescas da noite e das ventanias de areia. E, é claro, máquina fotográfica para registrar a riqueza das cores e da arquiteturas das atrações turísticas de lá.

Ambas as agências não aconselham que mulheres visitem Marrocos sozinhas. Se não for possível evitar, a indicação é fechar passeios em grupo com guias integrais e não andar por locais ermos.

“Além disso, por questões culturais, mulheres devem ser mais discretas com suas vestes, evitando deixar muita pele à mostra. Não é preciso se cobrir dos pés à cabeça, mas é aconselhável evitar o uso de decotes, blusas de alcinha e shorts ou saias curtas”, indica Natalia.

(Foto: Getty Images)

 Fonte: Disney Babble

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