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Blog / Curiosidades

Museu no interior de SP reúne fósseis de dinossauros

jun, 06

A cidade de Uchoa, localizada no interior do estado de São Paulo, vem se tornando cada vez mais conhecida por revelar fósseis de dinossauros e animais que habitaram a região há aproximadamente 80 milhões de anos. 

Titanossauro (pescoço longo), megaraptora, maniraptores (pequeno à frente), crocodilos e o Thanos: animais que viviam no interior de SP há 80 milhões de anos — Foto: Marcos Lavezo/G1

Os achados impulsionaram a criação do Museu de Paleontologia Pedro Candolo, inaugurado em 2016 como resultado de mais de 30 anos de pesquisa. Dentre os 600 fósseis em exposição, encontram-se três espécies de dinossauros carnívoros e uma espécie de herbívoro – todos descobertos na região.   

  • Titanossauro: herbívoro, com mais de 20 metros de comprimento. Tinha o pescoço e a cauda alongados e andava por toda região em busca de alimento. Fósseis foram encontrados em toda a região noroeste paulista, sendo o maior acervo do museu.
  • Megaraptora: carnívoro, com cerca de 10 metros de altura. Era o topo da cadeia alimentar na região e tinha garras potentes. Fóssil de uma vértebra e possíveis dentes foram encontrados na região de Ibirá.
  • Thanos simonattoi: carnívoro, parente distante do T-Rex, com cerca de 5 metros de altura. Tinha as patas dianteiras bem curtas. Fóssil de vértebra encontrado em Ibirá.
  • Maniraptora: carnívoro, com cerca de 2 metros de comprimento. Diferentemente dos outros dinossauros, esse era coberto por penas. Dentes e vértebras encontrados em toda a região.

Além dos dinossauros, foi possível identificar outros tipos de animais que viviam na região, como peixes, crocodilos pré-históricos baurussuquídeo, peirossaurídeo e esfagessaurídeo e uma mini tartaruga. 

Fóssil que mede cerca de dois centímetros foi encontrado em um sítio da região de Ibirá — Foto: Divulgação/Angélica Fernandes

A descoberta dessa mini tartaruga, que se deu no ano de 2014, foi muito significativa para o grupo de paleontólogos. Um pedaço de crânio fossilizado foi encontrado e, a partir de tecnologias como tomografia computadorizada e impressão em 3D para reconstruir as estruturas da anatomia do réptil,  revelaram tratar-se dessa nova espécie.

A pesquisa foi publicada na revista científica Papers in Palaeontology e colocou Uchoa, mais uma vez, no campo internacional de pesquisas científicas sobre o período cretáceo.

Já tinha ouvido falar sobre o museu e a região de Uchoa? Um bom lugar para visitar quando voltar a normalidade, não é?

Fonte de pesquisa: G1 Rio Preto e Araçatuba
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