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Volto da China diferente de como fui. 

Quinze dias, cinco cidades, quinze clientes e, no meio disso tudo, uma sensação constante de estar atravessando não apenas um país, mas um tempo.

No começo, era responsabilidade. Grupo grande, expectativas altas, logística milimetricamente calculada. Cada horário, cada deslocamento, cada detalhe importava. Eu estava ali para conduzir, resolver, antecipar. E fiz isso. Mas a China não deixa ninguém sair ileso, ela vai além do roteiro.

A cada cidade, um impacto novo. Pequim com sua imponência histórica, Xi’an com sua memória milenar, Chengdu com seu ritmo mais leve, Guilin com paisagens que parecem pinturas, e Xangai… Xangai parece um portal.

Foi ali que a ficha terminou de cair para todos nós.

Arranha-céus que desaparecem nas nuvens, tecnologia integrada ao cotidiano de uma forma quase invisível, pagamentos sem dinheiro, reconhecimento facial, trens que parecem aviões em terra. Não é só avanço, é uma outra lógica de viver. Tudo funciona, tudo flui, tudo aponta para frente.

E no meio disso, eu, responsável por um grupo, mas também observadora. Absorvendo. Me surpreendendo junto com eles!

Estou encantada!!!!

Teve cansaço, claro. Mas também teve conexão. Risadas no ônibus, olhares de encantamento, aquela troca silenciosa de “estamos vivendo algo único aqui”.

E quando percebo, já é hora de voltar.

Volto com a sensação de missão cumprida, cuidei, organizei, entreguei. Mas volto, principalmente, com algo que não estava no planejamento: a consciência de que o futuro não é mais uma ideia distante. Ele já existe. E eu vi de perto.

Agora, o desafio é outro.

Como voltar para casa depois de enxergar tão longe?

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