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Um lugar para (re) descobrir

ago, 01

 

 

Casamento perfeito entre tradição e modernidade e com atrações para todos os gostos, a cosmopolita Lisboa é um destino turístico único e apaixonante

Debruçada sobre o mundo, mas voltada para si, assim é Lisboa. Na Península Ibérica, virada para o Atlântico e considerada porta de entrada do Velho Continente, é uma das únicas capitais europeias banhadas por um oceano. Se por séculos o mar garantiu – e ainda garante – essa intensa comunicação cosmopolita, é o Tejo que simboliza o caráter nacionalista da bela capital portuguesa. A analogia é simples: enquanto o oceano é o caminho para fora, o rio navega para dentro do território. Dessa forma, estabelecendo uma via de mão dupla, aqui o nacional e o estrangeiro se mesclam em perfeita sintonia. Como resultado, um destino turístico único e apaixonante.

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Com cerca de 600 mil de habitantes e extremamente acolhedora, Lisboa recebe turistas vindos de todos os continentes. Para os brasileiros a cidade reserva, ainda, um charme todo especial, pois, além da afinidade do idioma, conserva muitos elementos da história desses dois países intimamente conectados ao longo dos séculos.

Assim, não é nada difícil reconhecer um pouco do Brasil nos modos e costumes dos patrícios da capital, e também em antigos monumentos e museus, relembrando o passado em comum.

Personalidades como dom Pedro IV – dom Pedro I no Brasil –,marquês de Pombal, Pedro Álvares Cabral e dom João VI são símbolos dessa união milenar que saltam aos olhos logo ao se deparar com o calçamento pombalino (ou português) e seus mosaicos bicolores, lembrando os emblemáticos calçadões das praias brasileiras e de algumas metrópoles do Sudeste.

A riqueza histórica lisboeta é inestimável, anterior até mesmo à fundação do país. Estudos atestam que, desde o século 7 a.C., gregos, fenícios, romanos, suevos, visigodos e mouros passaram pela região, deixando vestígios que ainda podem ser observados em várias edificações da cidade. Já a lenda popular aponta para Ulisses, o herói grego do épico A Odisseia como fundador de Lisboa – versão presente em Os Lusíadas, de Camões, e no imaginário português. Originalmente chamada de Olissippo – derivado de Ulisses –, o município recebeu a atual nomenclatura por influência dos diversos povos que acolheu, sendo a árabe al-Lixbûnâ a versão que mais se aproxima da hoje utilizada. E essa não foi a única contribuição moura para a Lisboa contemporânea.

Ocupando a região por cerca de 450 anos, concentrando- se no que atualmente é o bairro de Alfama, esse povo islâmico deixou marcas que são verdadeiros patrimônios históricos, como a Cerca Moura e o Castelo de São Jorge, símbolo máximo da reconquista cristã no século 11, quando ocorreu a vitória dos cruzados de dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, sobre os árabes que tinham no castelo sua principal fortaleza. Assim, no alto de uma das sete colinas da capital e com inigualável vista panorâmica para boa parte da cidade, o que era um local ideal para um povoado fortificado proteger seu território, atualmente é uma atração turística de visitação obrigatória. O cenário é fascinante e a imponência dessa construção é de deixar qualquer um boquiaberto.

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Concentrando grande parcela dos monumentos históricos, Alfama também se caracteriza por seus becos esguios e suas vielas e escadarias sinuosas.

A estrutura permanece conservada quase como a original, pois o local foi um dos que menos sofreu com o terremoto seguido de maremoto que assolou a cidade em 1755. Assim, uma simples caminhada rapidamente se transforma em uma viagem ao passado repleta de atrações imperdíveis, como a Catedral da Sé, primeira igreja lisboeta, a igreja de Santo Antônio e o Castelo de São Jorge, que, próximos entre si, podem ser visitados a pé em um passeio adorável. Além disso, embalando as noites de turistas e moradores, o bairro também é o que possui o maior número de casas de fado, tradicional ritmo português. Tal como Alfama, Belém não sofreu grandes abalos com a catástrofe de 1755 e hoje ostenta o status de bairro histórico com monumentos emblemáticos como a Torre de Belém, erguida entre os séculos 15 e 16, e o Palácio Nacional de Belém, do século 16, atualmente residência do presidente da República.

Entretanto, nem só de passado vive uma cidade. Lisboa também é capaz de agregar tradição e modernidade em seus pontos turísticos, hotéis, bares e restaurantes. Se Alfama e Belém remetem ao período medieval, o Parque das Nações, construído para a Expo 98, com modernas e funcionais instalações, como o fascinante Oceanário, é a prova de que a cidade está em constante metamorfose e com olhos voltados para o futuro. Um pouco dessa capital moderna pode ser visto no charmoso Bairro Alto, que, durante o dia, é pacato e residencial, mas, de noite, atrai pessoas de todas as idades e partes da capital. Atrás de diversão e muito agito, tribos das mais variadas – de punks a moderninhos – lotam os bares e as casas noturnas da região, por vezes tomando as calçadas e utilizando os estabelecimentos apenas para reabastecer os copos com as tradicionais bagaceiras (aguardente portuguesa) e os saborosos vinhos regionais.

Divulgação/ Turismo de Lisboa

 

Não se interessa por história nem por altas baladas? Sem problema. Afinal, a capital lusitana também é conhecida por sua maravilhosa gastronomia, famosa por oferecer diversas delícias do mar e doces de dar água na boca. Em relação a prato principal, os carros-chefes são os preparos com bacalhau, uma paixão de norte a sul do país.

Para acompanhar, os vinhos nacionais, que figuram entre os mais conceituados de todo o mundo, são uma excelente pedida. Quanto à sobremesa, destacam-se os chamados doces conventuais, entre eles os pastéis de Belém, verdadeiras delícias cuja receita original, oriunda do Mosteiro dos Jerônimos, permanece guardada à sete chaves.

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Se Lisboa não conquistar com toda sua riqueza histórica e cultural ou com sua peculiar beleza de contrastes arquitetônicos, certamente fisga o visitante pelo estômago. Por isso, faça como os descobridores e navegue livremente pelos muitos sabores que a “terrinha” reserva.

Conhecidos não só por prezar a boa mesa, os patrícios também possuem forte vocação para o comércio. Rota de mercadores desde o glorioso século 15, a Era dos Descobrimentos e das grandes navegações, a capital portuguesa possui grandiosos centros comerciais, nos quais é possível encontrar desde peças variadas do tradicional artesanato lusitano a artigos de renomadas grifes internacionais – como Chanel, Prada, Louis Vuitton, Zegna etc. Mas, compras à parte, a Baixa é o símbolo máximo da capacidade lisboeta de se reinventar. Construída a mando do marquês de Pombal após a tragédia de 1755, suas ruas largas contrastam com os labirínticos bairros históricos, o que, à época, era sinônimo de modernidade e da certeza de que um novo desastre faria menos vítimas.

Hoje, 257 anos depois, o único perigo que a cidade representa ao visitante é uma vontade louca de ficar.

Portanto, capriche na bagagem, pois é impossível resistir aos predicados da “terrinha”.

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Fonte: Guia de Lazer e Turismo Lisboa

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