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Roteiro pelo sul do México mescla cidades coloniais e cosmopolitas

mar, 03
Francisco Galvez/Xinhua

Nos anos 1950, Jack Kerouac, autor do livro “On the Road”, buscou autoconhecimento enquanto sacolejava num ônibus pelas poeirentas rotas do México. Mais de 60 anos depois, os coletivos ainda são a forma mais econômica de desbravar o sul do país.

O México é boa opção de viagem em tempos de crise por aqui – principalmente por causa do câmbio favorável. Com uma cotação em que R$ 1 vale em média 4,50 pesos mexicanos, mais de 300 mil turistas brasileiros visitaram o país em 2015, em busca da variedade de paisagens, que vão de ruínas pré­hispânicas a praias paradisíacas.

Com R$ 500 de passagem, é possível percorrer 2.200 quilômetros de costa a costa, passando por cidades cosmopolitas e coloniais, praias rústicas e de clima sofisticado e ruínas históricas na selva.

A Cidade do México é o melhor ponto de partida. Barulhenta e culturalmente intensa, é uma espécie de irmã gêmea de São Paulo, que pode ser conhecida em três ou quatro dias.

Na plaza Garibaldi, mariachis tocam “La Bamba” por alguns pesos à sombra do museu do Tequila (por lá, a bebida é um substantivo masculina) e do Mezcal.

A oeste, o bosque de Chapultepec guarda o palácio de mesmo nome, erguido em uma colina da qual se vê toda a cidade. Lá estão os museus de Arte Moderna e de Antropologia, que expõem relíquias de civilizações pré­ hispânicas, de colossais cabeças toltecas a recriações de tumbas maias.

 

PÉ NA ESTRADA

A uma hora da capital ficam as ruínas de Teotihuacán, civilização das pirâmides da Lua e do Sol –a terceira mais alta do mundo.

Mais à frente, 462 quilômetros, a colonial Oaxaca é uma cidade de surpresas culinárias, principalmente os grilos fritos, o mescal e os “moles” (ensopados picantes).

O Estado de Oaxaca, cuja capital é a cidade de mesmo nome, guarda algumas das melhores praias do Pacífico. Zipolite é a mais rústica. O clima hippie faz os pescadores reagirem com indiferença aos turistas europeus nudistas.

Entre Oaxaca e a Guatemala, o Estado de Chiapas é onde se encontra o cânion del Sumidero, maciço rochoso de mais de 500 metros de altura, cortado por um rio navegável de onde se avistam jacarés e pelicanos. No extremo leste, o sítio arqueológico de Palenque guarda ruínas maias incrustadas no meio da selva. Os templos recobertos de mato incutem um espírito meio Indiana Jones à viagem.

Outras ruínas estão em Tulum: na cidade costeira, a 750 quilômetros de Palenque, os maias deixaram um punhado de templos com vista para o Caribe. Se a temperatura permitir, é possível nadar e mergulhar nos cenotes, enormes poços de águas claras que pipocam pela região.

Para quem deseja um reduto costeiro mais sofisticado, a opção é playa del Carmen. Os preços das lojas e dos restaurantes atulhados em sua rua principal denunciam a vocação turística. Não é para menos –Cancún está a apenas 68 quilômetros dali.

 

O QUE SABER SOBRE O MÉXICO

MOEDA Peso mexicano (R$ 1 = 4,50 pesos)

FUSO HORÁRIO ­3 horas em relação a Brasília (na Cidade do México)

VISTO Brasileiros não precisam de visto

 

Programa de viagem sugerido pela Adventure Club

US$ 692 (R$ 2.761) Pacote de nove noites em Los Cabos. Valor por pessoa, em regime all inclusive. Sem aéreo. Na Adventure Club: (11) 5573­4142; adventureclub.com.br.

 

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Fonte: Folha Online

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