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É preciso mergulhar para desvendar os segredos de Fernando de Noronha

set, 24

SILVIO CIOFFI

DE SÃO PAULO

 

Silvio Cioffi/Folhapress

Na primeira vez que fui a Fernando de Noronha, quando eu devia ter entre 17 e 18 anos, decidi que voltaria para lá muitas vezes –e que levaria, sempre que possível, todos os meus amigos.

Perdi a conta de quantas vezes voltei para esse arquipélago que, ao todo, somando a área de suas 21 ilhas e ilhotas secundárias, tem cerca de 26 km². Apenas a maior, diga-se, é habitada.

Para explorar Noronha não basta fazer passeios a pé até a base do morro do Pico, nem pelas praias do Cachorro e da Cacimba do Padre (de onde seavistam as ilhas Dois Irmãos), tampouco descer até a praia do Sancho, cujo acesso se dá por escadaria íngreme e irregular cavada na pedra.

Para realmente conhecer Noronha é preciso mergulhar. E, ao redor do arquipélago, onde fica o seu parque submarino protegido, admirar, entre outras espécies, os alegres golfinhosrotadores.

Em todas as vezes que fui a Noronha, nos últimos 20 ou 30 anos, sempre me intrigou o que teria mudado desde que o arquipélago passou a ser habitado. É certo que, nos períodos em que serviu de colônia penal, houve desmatamento, para impedir que os presos fizessem jangadas.

Mas, até por seu isolamento, quem não sabe dessas coisas nota que Noronha, no essencial, ainda é preservada, cheia de vida selvagem. A história de Noronha se confunde com a própria história do Brasil.

Uma das teorias é de que o primeiro a avistar o arquipélago teria sido Gaspar de Lemos, comandante da nau de mantimentos que, em 1500, depois do descobrimento, não seguiu até as Índias, como a esquadra de Cabral, mas voltou a Portugal, com a carta de Caminha.

É certo que o próprio financista e cristão-novo Fernando de Noronha –ouFernan de Loronha– nunca a visitou, embora tenha sido seu donatário –na instituição das capitanias hereditárias.

Com nomes diversos –ilha da Quaresma, ilha dos Golfinhos e ilha de São João–, o arquipélago foi invadido por holandeses, franceses e ingleses e só voltou ao domínio português em 1737.

O que seria do nosso turismo se Noronha não fosse o mais lindo e misterioso arquipélago brasileiro?

SILVIO CIOFFI, 54, é repórter especial e editor dos Semináriosfolha. Sempre achou que contar quantas vezes visitou determinado lugar daria um azar danado. E, sempre que pode, gosta de repetir viagens em busca de novos ângulos, de novas histórias e de velhos amigos.

 

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Fonte:  Folha Online

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