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Voo de helicóptero revela rochas 'secretas' de área mística nos EUA

abr, 23
EMILIO SANT'ANNA
ENVIADO ESPECIAL AO ARIZONA

Quando o vermelho das montanhas áridas começa a se fundir com os últimos raios de sol que parecem despencar do céu, aí é hora de parar, sentar em um café e apenas observar. Já é finalzinho de tarde e, após conhecer Sedona, por terra e pelo ar, o melhor mesmo é se recarregar.

Ali, no meio do Arizona, sudoeste americano, tudo é “energia”, dizem os moradores da cidadezinha de 8.000 habitantes, bem no coração do Estado que surpreende pela mistura inusitada de cores, vegetações e climas.

A duas horas de viagem de Phoenix e também do Grand Canyon –o destino mais procurado no Estado–, a cidade tem uma aura mística diretamente ligada ao seu maior atrativo: as Red Rocks.

Emilio Sant’Anna/Folhapress Helicóptero sobrevoa as Red Rocks

As rochas vermelhas esculpidas durante milhares de anos pelo vento dão o tom do lugar. Delas partiriam, garantem os espiritualizados locais, quatro vórtices de energia –fenômeno observado apenas em lugares tão espiritualizados quanto, como Machu Picchu, no Peru.

Similares na forma a um ciclone (mas sem vento, e invisíveis), seriam eles, os vórtices de energia, os responsáveis pelas árvores retorcidas que se vê em meio aos cânions e pela sensação de “harmonia com o cosmo”. Está aí um ingrediente da receita mística que atrai 3,5 milhões de pessoas todos os anos
até lá.

Um desses vórtices fica exatamente sobre o aeroporto local, indica o mapa energético da cidade. Mesmo que você não se interesse pela “metafísica cowboy” de Sedona, é de lá que parte o tour mais interessante desse cenário de filmes de western.

São sete tipos de voos, a partir de U$ 88 por pessoa (ou R$ 265), oferecidos por uma das operadoras locais, a Sedona Air Tour. Conhecer de perto dois desses cânions e lar de antigos povos indígenas, por exemplo, sai por U$ 149 por passageiro (R$ 450).

TRAJETO
Partindo do aeroporto/centro energético em direção ao oeste, as primeiras formações rochosas estão a menos de cinco minutos. Lá embaixo, vegetação rasteira e pequenas árvores retorcidas acompanham o leito seco de um rio e parecem sumir quando dão de cara com um enorme paredão –vermelho, é claro.

É a entrada do Secret Canyon, formação geológica de difícil acesso por terra, mas que se oferece sem resistência ao visitante aéreo. A bordo de um helicóptero, cujo comandante garante ter sido da Marinha americana, o que se experimenta é a sensação de quase poder tocar as rochas. Lá embaixo, o verde de uma floresta de pinheiros parece se intimidar ante o “mar de rochas” que a circunda.

BALANÇO
Por vezes, a aeronave “para” ao lado de um desses paredões em voo estacionário. Uma leve turbulência se segue –contanto que não seja efeito colateral de um vórtice, tudo bem.

O barulho dura pouco. Em menos de dois minutos um enorme platô se apresenta e dezenas de “buracos” vão aparecendo nas paredes.

A aeronave chega mais perto e então se nota que os “buracos” não foram esculpidos pelo vento nem são obra do acaso. O que se vê são cavernas feitas por antigos índios da etnia sinagua.

Ainda se pode ver pedras empilhadas pelos índios na entrada dessas minicavernas com menos de 3 metros montanha adentro. Como subiam, desciam e por que escolheram viver a quase 100 metros acima do nível do solo é resposta impossível de ser dada, já que a tribo foi extinta.

Do meio para o final da tarde, a luz do sol dá ao visitante uma sensação única. Em degradê, seu efeito sobre a Bear Mountain realça três tons de vermelho.

Lá embaixo, novamente a vegetação rasteira ao lado do leito seco do rio indica o caminho de volta ao aeroporto.

O jornalista EMILIO SANT’ANNA viajou a convite do Escritório de Turismo do Arizona

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Fonte: Folha de S. Paulo

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